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Jogo 97/39: A postura do tetracampeão...

  • 7 de ago. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 10 de ago. de 2024

31 de julho, 20h.

Aguardando mamãe no seu debute no Pilates, momento mais agradável da noite é a doação das McFritas feitas pelas pequenas para o jantar do senhorzinho catador de papelão.


Ainda no carro, Madu consegue, em momento único, acompanhar uma mequetrefe finalização que passa longe da meta rubro-negra.


Já em casa, a próxima hora é angustiante. Abdicamos de atacar, e o óbvio acontece. 2 gols sofridos (que nos saiu barato), e, pela minha memória, primeira vez que não vejo um arremate sequer.


A noite mal dormida é suficiente para esfriar a cabeça, reorganizar as idéias e começar a pensar em que cada um poderia se dedicar ao máximo, em sete dias.


4 de agosto.

Após os 3km de Maju no chão, pré churrasco de peixe, Madu garante os ingressos. O fim da tarde tem o empate contra o Inter, em atuação da arbitragem que também podemos chamar de sinaaaaais...


7 de agosto, 7 da manhã.

Em dia atípico, mamãe vai ao Parque da Mônica com os alunos menores.


Antes, soluciona e me pressiona, autorizando nossa ida à 3 para o jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil, no caótico horário das 20h.

Tenho desarranjo intestinal.


Combinado com as meninas, a saída às 15h encontra trânsito na Castello e no acesso à Marginal.

Felizmente, a chegada à quadra da Mancha tem o trânsito tranquilo. Estacionamento no quarteirão de sempre.

Passagem pelo Clube. Antes, o absurdo preço da corta vento - triste.


Fotos. Maju ama as carpas - teremos.

Ginástica artística.


Madu sugere a brinquedoteca. Com 10 anos, não pode mais entrar. Maju nem liga e se diverte por minutos. Sinuca apenas com 16, filha...


17h, jantar de coxinha e pizza marguerita - vamos lá, Letícia. Achamos!


O banheiro proibido com os sorrisos cochichados de Maju.

E sorrisos quando proponho rápida passagem no Bourbon.


Corridas na Centauro.

Madu, maquiagens e jóias.

Os tênis com descontos aos palmeirenses.


18h, a acertada decisão de entrar no Palestra. Banheiro, a caríssima fita no copo.


Gol Norte.

O palco não permite ver o gol à frente.

A ida à esquerda, um setor ao lado da bateria, tem visão maravilhosa.

A chamada de vídeo tem mamãe dando novas recomendações.

Madu está eufórica - sonhava ficar ali.

Maju treina palavrões, xingamentos, ofensas e muito mais aos cariocas que vem chegando.

O início do jogo traz das grandes sensações para o torcedor de arquibancada.


A sintonia entre time e torcida, na mesma eletricidade, com expressões bravas e suor vertendo dos que nos representam, transformam os primeiros 10 minutos num massacre. Atacamos por todos os lados, de formas variadas, com atitude de quem sabe que é capaz. A voracidade reserva à Vitor Reis a honra pela explosão - inicialmente anulada pela bandeira (sinais do que viria). Confirmado, o gol aumenta o volume dos alviverdes e paralisa mulambos no setor superior. Madu e Maju, como sempre, impressionam os torcedores ao redor.

Praticando cera tendo aval de Daronco (te avisei, Madu), o Flamengo tenta respirar à todo instante. Mas o sufocante Palmeiras segue com a postura que dele se espera e segue em busca da igualdade. Que vem, no meio do segundo tempo. Mas, carta marcada, o gol de Flaco tem a revisão ao vivo no telão e não convence ninguém.

A oração ajoelhada de Madu é linda...

Abel é expulso por representar um de nós à beira do gramado, e os inacreditáveis apenas 8 minutos de acréscimos tem num chute de Weverton nossa última oportunidade - Maju, sorri gritando que a bola foi na torcida...


O apito final nos elimina da competição. Diferente dos términos das partidas do último mês, o time é muito aplaudido. Incontáveis comentários de que jogamos muito - não exatamente com essas palavras.


Uma sensação estranha de alívio parece que, no mesmo instante, domina todos os quase 40 mil torcedores. O hino seguido pela música da Libertadores, traz a esperança para os desafios contra o Botafogo. Comento com Madu - que dessa vez não chora. Mais lindo e emocionante ainda, consola um torcedor que atrapalhou sua visão toda a partida. Diz a forte e maravilhosa frase: A LIBERTADORES É NOSSA.

Sim, Madu. Não me peça pra te explicar, mas todos sentimos isso. Em 30/11, iremos e seremos.


Retorno tranquilo e meninas inteiras, após conferência de mamãe.

Obrigado pela confiança, Letícia. Eu te amo - mas prefiro que você vá conosco...


Vamos pra cima, Palmeiras!

Pela quarta. Por Buenos Aires.


 
 
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